sexta-feira, março 28, 2008

Bolsa Família vira eletrodoméstico




Três entrevistas importantes movimentaram meu dia hoje. A primeira foi para a CBN Rio, a segunda para a CBN São Paulo (ao vivo) e outra por telefone pela produtora do noticiário da TV Globo. Nessas entrevistas comentei dados recentes divulgados pelo IBGE que tratavam do impacto do programa governamental Bolsa Família na vida dos brasileiros menos afortunados. Vejamos alguns desses dados, direto do material preparado pelo IBGE, recebidos da CBN:

***De 2004 a 2006, o percentual de domicílios onde pelo menos um morador recebia dinheiro de programa social do governo passou de 15,6% para 18,3% em todo o país. Assim, em 2006, do total estimado de 54,7 milhões de domicílios particulares no país, em cerca de 10 milhões (18,3%) houve recebimento de dinheiro de programas sociais, sendo que a maior parte (8,1 milhões de domicílios) recebia rendimento do programa Bolsa Família. Os maiores percentuais de domicílios com recebimento de programas sociais foram observados em Roraima (50,0%), Maranhão (41,3%) e Piauí (40,2%).


***No país, em 2006, do total de domicílios sem rendimentos e com rendimento domiciliar per capita inferior a ¼ de salário mínimo, houve recebimento de dinheiro de programa social em 54,3% deles. No Nordeste, esse percentual foi de 64,2%, seguido pela região Norte (46,0%).


***De 2004 a 2006, a pesquisa mostrou também que houve melhoria em relação a posse de bens duráveis nos domicílios de uma forma geral. Nesse período, o percentual de domicílios onde houve recebimento de programa social com geladeira, passou de 72,1% para 76,6%, com máquina de lavar roupa, de 7,6% para 10,2%, com rádio, de 81,7% para 81,6%, com TV, de 82,5% para 87,9%, e microcomputador de 1,4% para 3,1%.


***E o dado mais polêmico: de 2004 a 2006, o percentual de crianças fora da escola em domicílios que recebiam ajuda governamental reduziu-se SOMENTE de 8,0% para 7,3%.
Como é que o pessoal que recebe ajuda, ao invés de colocar a criança na escola, prefere comprar eletro-eletrônicos? Esse era o questionamento dos repórteres. Para responder, vamos por partes, como faria Jack .


No período coberto pela pesquisa, tivemos um reforço muito grande no contingente de consumidores pertencentes à classe C. Cerca de 20 milhões de pessoas foram a ela incorporados a ponto de, hoje, esse grupo perfazer 82 milhões de pessoas. Dos 20 milhões que ascenderem a essa classe, 12 milhões vieram das classes D e E, típicas candidatas aos programas distributivos do governo. E o que isso tem a ver com o Bolsa Família? Caro leitor, a classe social é calculada pela posse de bens. Quanto mais geladeiras, televisores, carros banheiros, rádios, máquinas de lavar, vídeo-cassetes ou DVDs a pessoa tiver, mais perto da classe A estará. Isso quer dizer que as pessoas, nos últimos anos, COMPRARAM muitos desses bens, particularmentes esses consumidores das classes D e E, o que fez com que “subissem” de classe social.


Mas, como conseguiram comprar? Uma primeira resposta seria que, ao contrário do que muitos imaginam, há poucos brasileiros passando fome. Uma pesquisa do IBGE, publicada em 2004, reporta que somente 2,6% dos brasileiros está com déficit de peso (subnutrido), ao passo que 41% está é com sobrepeso. Estamos mais para um país de gordinhos do que para uma terra de magricelas famintos. Bem, já que não passo fome, posso usar a renda extra, proveniente do auxílio do governo ou do novo emprego que consegui (houve significativo aumento do emprego na faixa mais pobre da população), para a satisfação de desejos antes represados. E não foram só os eletro-eletrônicos os beneficiados por esse movimento. Vendedores de alimentos de “luxo”, como chocolates e iogurtes andam rindo à toa ultimamente.


Outra possível explicação seria a facilidade do crédito. Tivemos aumento no número de prestações, redução dos juros e abundância de recursos para crédito em geral, inclusive ao consumidor. Apareceram os empréstimos consignados, principalmente ao rendimento do aposentado. Risco baixo e abundância de recursos fizeram esse tipo de financiamento explodir. Oras, se não estou com fome e o crédito está tão abundante, vou satisfazer meus desejos de consumo, mesmo que a custa de endividamento. Com ou sem bolsa-família, apostaria que isso aconteceu.


É isso. Ouça as entrevistas. Gostei bastante. Boa sorte e bom final de semana.



segunda-feira, março 17, 2008

Nabaztag - o coelho digital wireless. Coelho digital wireless!!?



Isso mesmo, o coelho conecta-se sem fio à Internet e interage com você informando coisas como previsão do tempo, a chegada de um novo e-mail e ainda recebe mensagens que seus amigos mandarem pela Internet. Vale a pena dar uma olhadinha no site:
Lembra do Tamagotchi? E do Furby? Devem estar se revirando no túmulo...
Mais uma dica que recebi do blog COLUNA EXTRA do jornalista Alexandre Gonçalves, sempre cheio de novidades.

quinta-feira, março 13, 2008

Classes A e B são a maioria dos clientes da 25 de Março


Uma pesquisa da TNS Interscience encomendada pela Giacometti Arquitetura de Negócios apontou para o seguinte perfil do frequentador da Rua 25 de Março, a meca do consumo popular em São Paulo:

* Classe A: 12%

* Classe B: 46%

* Classe C: 33%

* Classe D: 9%

O gasto médio dessas pessoas é de R$ 123,00. O percentual delas que compra para uso pessoal é de 79%, as que trabalham na 25 de Março outros 11% e somente 10% dos frequentadores compra para revenda.

(:$) Duas surpresas interessantes: 58% de frequentadores pertencentes às classes A e B (tudo isso?!) e 10% que compram para revenda (só isso?!). Nada como uma pesquisa para acabar com "verdades" há muito estabelecidas...
Bem, se você nunca visitou a 25 de Março, não sabe o que está perdendo. Além do aspecto folclórico (vá com bastante paciência e, definitivamente, sem pressa), você ganha um show de varejo brasileiro e ainda pode, de quebra, aproveitar para dar uma passadinha no Mercado Municipal e saborear os famosos pastéis de bacalhau. Também pode provar os gigantescos sanduíches de mortadela. Vale a pena.


Fonte: FSP 2/11/2006, pág. B1 e 25centavo.wordpress.com (foto)

quinta-feira, março 06, 2008

Qbic – caixa de fósforos “cheap and chic”

Hotéis com quartos minúsculos existem desde os anos 80 no Japão onde oferecem cápsulas de dormir (literalmente) por US$ 18 a noite.A idéia não havia pegado em outros lugares até que em 2005 o easyGroup inaugurou o easyHotels na Hungria, Suíça e Grã-Bretanha. Com quartos custando US$ 22 e combinando design do mais atualizado à tecnologia de última geração. Em julho de 2007 a Yotel, uma empresa inglesa abriu seu primeiro hotel dentro do aeroporto Gatwick de Londres. A cabine premium leva uma cama dobrável grande, banheiro com chuveiro, pontos de eletricidade, acesso grátis à Internet sem fio e televisor de tela plana. Os preços ficam entre US$ 52 por 4 horas ou US$ 120 pela noite toda.
Em Amsterdam também apareceu idéia semelhante. Trata-se do Qbic. Com quartos a partir de US$ 57 (ou Cubi, como eles chamam) e design assinado por Philipe Starck (o cheap and chic vem daí), seus quartos têm luz ajustável ao humor do hóspede (“Mellow Yellow”, “Red Romance” ou “Deep Purple Love”), TV de tela plana e acesso sem fio à Internet. O banheiro vem acoplado (mesmo!) a essa estrutura. A exemplo das companhias aéreas de baixo preço, eles os mantém assim com a ajuda de reservas online e check-in self-service. Já repararam como usamos termos em inglês quando estamos descrevendo essas modernidades todas? Com certeza é um sinal... Esperam abrir mais duas unidades esse ano, uma em Maastricht (Holanda) e outra em Antuérpia (Bélgica). Visite o site: www.qbichotels.com, vale a pena. Seguem algumas fotos extraídas de lá. Encaixote-se.




Fontes: The Economist, 15-nov-2007 e OESP, 4-mar-2008 pág. V14

segunda-feira, março 03, 2008

Nanotecnologia - Nokia Morph Concept

Nanotecnologia é daquelas coisas que você já ouviu falar, sabe (ou imagina) que será revolucionário mas, se te pedirem para explicar, você engasga, enrola um pouco e torce logo para a prosa mudar de rumo.
Bem, seus problemas acabaram! Veja neste vídeo do Cambridge Nanotechnology Centre e do Nokia Research Center como essa tecnologia poderá ser aplicada. Com certeza você poderá manter o assunto com seu interlocutor e ainda terminar posando de sabido.
Sorte!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Microsoft Surface: adeus ao mouse?

Vi a demonstração na NRF deste ano. Prático, intuitivo e bonito. Tem tudo para pegar.
Bem, mas o que eu queria mesmo era poder ditar o texto para o computador. Blogar ficaria mais fácil...
Se preferir, veja diretamente no site da Microsoft no link a seguir

http://www.microsoft.com/surface

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Calibrando a bola de cristal

Minha bola de cristal apontava um Natal 2007 10,5% maior que o Natal 2006. Bem, na realidade a bola de cristal precisa de uma ligeira calibragem - os dados reais da Pesquisa Mensal do Comércio recentemente divulgados apontaram 8,97% de crescimento entre o natal desses dois anos.
De qualquer forma, quase 9% de crescimento não é de se jogar fora. O varejo brasileiro (e a economia do país) mostrou força e nos deixa otimistas para 2008. O Índice de Confiança do Consumidor da Fecomércio continua em alta, o crédito favorecido, o desemprego segue em redução e a renda aumentando.
A recessão nos EUA? Colegas economistas dizem que podemos escapar sem muitos ferimentos dessa situação. Muitos dos produtos que exportamos estão com preços em alta (commodities agrícolas como etanol e soja e até mesmo aviões, por exemplo) e isso compensaria, para o exportador, as baixas taxas do dólar. A aposta deles é que a força do mercado interno vai manter a chama da economia acesa em 2008. Esperemos que estejam certos.
Logo abaixo o gráfico com a evolução dos natais desde 2000, já incluindo os dados reais de dezembro de 2007. Já era hora de começarmos a ter boas notícias nesse campo, não é mesmo?
É isso. Sorte e boas vendas em 2008!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

The American Girl Place

Caso muito citado com exemplo de Marketing Experiencial, a The American Girl é o típico varejista que você precisa visitar um dia na vida. Focada em meninas de até 12anos de idade suas loja são um sucesso e transformaram-se em verdadeiros pontos turísticos.

A empresa estabeleceu-se como Pleasant Company em 1985, fundada por Pleasant T. Rowland, ex-educadora e autora de materiais educacionais. Ela criou a marca American Girl como uma maneira de educar e entreter garotas com livros de qualidade, bonecas e brinquedos, integrando aprendizado e diversão, enquanto enfatizava importantes valores tradicionais norte-americanos.
A Mattel, maior fabricante mundial de brinquedos, adquiriu a American Girl em 1998. A empresa continua a operar como uma subsidiária independente em Middleton, Wisconsin. Em julho de 2000, Ellen L. Brothers sucedeu Pleasant T. Rowland como presidente da American Girl e vice-presidente executiva da Mattel.

Os produtos American Girl são vendidos por catálogo, pela Internet e pelas lojas American Girl Place. Os livros são também encontrados em livrarias por todo o país.
A empresa é focada em marketing direto e tem somente três lojas nos Estados Unidos (Chicago, Nova Iorque e Los Angeles – esta última inaugurada em abril de 2006).

Na loja da 5a. Avenida em Nova Iorque, para se ter uma idéia de onde a experiência de compra pode chegar, é possível encontrar:
  • Um concierge, recepcionando e orientando os clientes que chegam à loja.
  • Uma livraria onde se vendem livros que contam estórias sobre as bonecas à venda.
  • O preço da boneca básica é de US$ 105,00, numa oferta que inclui mais um personagem, o cachorrinho Coconut. Essa família de bonecas é bastante vasta e permite que a menina pode escolher a que mais se assemelhe fisicamente a ela.
  • Um salão de beleza para bonecas, onde por US$ 10 é possível mudar o penteado de sua boneca.
  • Grande oferta de roupas iguais para as meninas e para as bonecas.
  • Um hospital de bonecas, local onde são “internadas” para conserto.
  • Uma área para a família de bonecas históricas. Por exemplo, uma delas viveu na época da depressão, outra foi uma escrava que quer ser libertada, outra uma pioneira, sempre com estórias relacionadas ao desenvolvimento do país e que podem ser lidas nos livros vendidos na livraria da loja.
  • O teatro oferece lugares para cerca de 200 pessoas. Informações sobre as peças e compra de ingressos podem ser obtidas no concierge.
  • Um restaurante/café onde as bonecas são acomodadas em cadeiras especiais e servidas pelas garçonetes.

Seguem alguns dados da empresa:

  • Mais de 117 milhões de livros American Girl foram vendidos desde 1986.
  • Emprega 1.800 pessoas fixas, podendo chegar a 4.700 durante a alta temporada.
  • Mais de 13 milhões de bonecas American Girl foram vendidas pelo catálogo, lojas e website desde 1986. Mais de 95% das garotas entre 7 e 12 anos de idade conhecem as bonecas American Girl e ela só perde para a Barbie na categoria.
  • O catálogo da American Girl é um dos 25 maiores dos EUA.
  • Mais de 650.000 garotas assinam a revista American Girl, a maior publicação infantil dedicada à faixa etária acima de 8 anos.
  • Desde sua abertura em Novembro de 1998, a loja de Chicago recebeu mais de 19.000.000 de visitantes, serviu 800.000 refeições e teve 400.000 expectadores no teatro (últimos dois dados atualizados até 2005).
  • A loja de Nova Iorque, aberta em novembro de 2003, já recebeu 2.000.000 visitantes (dados de 2006).
  • O site American Girl recebe 23 milhões de visitantes por ano.

Atualmente a American Girl Place desenvolve novo formato de loja e inaugurou em Atlanta e Dallas suas primeiras unidades American Girl Boutique and Bistro, um formato menor que as flagships existentes em Nova Iorque, Chicago e Los Angeles, mas com mais espaço dedicado a salas para festas infantis. Segundo a empresa, para muitas pessoas a visita a uma flagship American Girl é uma experiência para a vida inteira, mas o conceito Boutique and Bistro pretende tornar a marca mais acessível e estimular o relacionamento das clientes com a empresa. Assim como acontece nas flagships, o novo formato conta com um restaurante, mas a ambientação é mais informal e não existe a possibilidade de fazer reservas. O conceito Bistro também conta com vários salões de festa, para que as clientes possam celebrar, junto com suas bonecas, datas importantes de suas vidas (das meninas e das bonecas).

Fonte: www.americangirl.com e Portal Gouvêa de Souza & MD 4/1/2008

sábado, novembro 24, 2007

Natal 2007: retrovisores e oráculos apontam para crescimento de 10,5%

Dizem que fazer previsões utilizando dados do passado é como dirigir um automóvel olhando pelo retrovisor. Bem, que alternativa temos? Dados do futuro não existem mesmo... pelo menos por enquanto...

Então, o que o retrovisor diz sobre as vendas do varejo no Natal de 2007? Projeções estatísticas (método Winters – obrigado prof. Laredo!) apontam para um crescimento de 9,8% sobre o Natal do ano passado se projetarmos a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Caso projetemos o número de consultas ao SPC, esse crescimento ficaria em 10,95%.

Tratando-se de uma dado tão importante, a diferença entre as duas projeções é bastante significativa. Como desempatar? Oráculo? Cartas? Búzios? Tarot? Opto pelo oráculo – se não der certo a culpa foi da sacerdotisa. Meu oráculo sinaliza 10,5% de crescimento, balizado pelos seguintes indicadores, todos apontando boas notícias:

+A taxa de desemprego calculada pelo IBGE para outubro atingiu 8,7%, a menor desde os últimos 5 anos.

+O rendimento médio real apurado pelo IBGE em outubro (R$ 1.123,60) ainda não alcançou o pico do mês equivalente em 2002, mas a curva total sinaliza crescimento na renda.
Estudo recente do Latin Panel mostrou que a renda das classes A e B (que recebem acima de dez salários mínimos por mês) aumentou 7,3% em 2007. Segundo o mesmo estudo, a classe C teve crescimento de 4% na renda e as classes D e E 2%. (OESP 9/11/2007 – pág. B 12).

+O Índice de Confiança do Consumidor da Fecomércio, desenhado para captar o “humor”, atingiu agora em novembro 138,7 pontos, seu maior nível desde maio de 2006, reflexo natural de tantas boas notícias.

+Ainda há outros fatores que também estão ajudando: juros em queda, abundância e facilidade de crédito e a taxa de câmbio do dólar, favorecendo a entrada e barateamento de importados, especialmente eletrônicos.

Com tudo isso a favor, podemos apostar que o Papai Noel trará um Natal 10,5% melhor que o de 2006. A menos que o trenó sofra algum problema de tráfego aéreo ou que os controladores de rena entrem em greve.

É isso.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Cinco milhões de brasileiros moram sozinhos

De acordo com dados recentemente divulgados pelo IBGE, cinco milhões de brasileiros moram sozinhos. Enquanto 63% deles são da terceira idade, outros 22% têm entre 20 e 29 anos de idade. Uma boa parte desse grupo de consumidores tem faixa salarial entre 10 a 20 salários mínimos e nível superior de escolaridade.
Essas pessoas que moram sozinhas têm necessidades muito específicas e, para eles, conveniência é a palavra-chave. Facilidade no preparo de alimentos, porções individualizadas, serviços de entrega, horários flexíveis, personalização e, sobretudo, qualidade no atendimento, são pontos importantes para esse grupo de consumidores.
Apesar de cinco milhões de clientes representar um grande mercado a ser explorado, se pensarmos em nível Brasil, levando em conta a extensão territorial de nosso país, tal número de clientes pode ficar bastante disperso se distribuídos geograficamente. Dessa forma, negócios voltados exclusivamente para o segmento de consumidores que moram sós terão mais facilidade de sucesso se estiverem localizados em zonas densamente populadas, como é o caso das grandes cidades. Mesmo assim, será necessário levar em conta, do ponto de vista da microlocalização, os bairros onde esses consumidores mais se concentram. No caso da cidade de São Paulo minhas grandes apostas são: Moema, Higienópolis, Bela Vista e Jardins. Se alguém tiver os dados para confirmar ou refutar minha hipótese, sou todo ouvidos. É isso por hoje.

Fontes: Sonia Racy - TAM Magazine - Ano 4. nr. 44 - Out/2007 - pág. 72

domingo, outubro 07, 2007

Quer pagar quanto?

A banda inglesa de rock Radiohead, formada em Oxfordshire em 1986, e que mescla música eletrônica, experimental, jazz e música clássica moderna acaba de lançar seu sétimo álbum, In Rainbows. Sem filiação a nenhuma gravadora, a banda lançará esse álbum para download pela Internet a partir de 10 de outubro de 2007. A versão em CD só sairá em 2008.
A novidade, dica do Prof. Sílvio Laban, do GVcev da FGV, é que quem quiser baixar as músicas pela Internet decide o preço que quer pagar por elas. Isso mesmo, você determina o valor a colocar no campo preço, leva seu carrinho de compras virtual para o caixa e paga o que achou que deveria pagar. Em seguida recebe uma senha e poderá fazer o download das músicas.
Como as pessoas estranham esse tipo de precificação, o site oferece, de maneira bem humorada, explicações sobre a prática pouco usual. Ao clicar na interrogação que aparece ao lado do preço (primeira imagem abaixo), o usuário encontra outras duas telas "explicativas" (as duas imagens seguintes). Vale a pena visitar o site da banda - o link está disponibilizado logo no primeiro parágrafo desta postagem.

Fontes: Sílvio Laban, Wikipedia

domingo, setembro 30, 2007

Novos lares e novas famílias

De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais brasileiros preparada pelo IBGE e divulgada ontem pela Folha, mulheres sem cônjuge e com filhos representam 18,1% dos lares brasileiros. A pesquisa ainda aponta que cerca de 10% dos lares é ocupado por uma pessoa somente e que o modelo de lar tradicional, com pai, mãe e filhos morando sob o mesmo teto, representa 49,4% no total de arranjos das famílias brasileiras.

Quem quiser atender essas famílias modernas e diferenciadas, deve se esforçar por oferecer conveniência e facilidade de compras. Com certeza a vida dessas pessoas anda corrida.

Fonte: IBGE/FSP 29.09.2007

domingo, setembro 23, 2007

A pirâmide populacional vai virar um quadrado!

O envelhecimento da população brasileira, inclusive já tratado nesse blog há algum tempo atrás, não é propriamente uma grande novidade. Mesmo assim, nada como o auxílio de recursos visuais para perceber como essa modificação trará efeitos dramáticos na composição etária de nossa população. Observe nos gráficos abaixo como em 2050 nossa pirâmide etária populacional já terá se transformado em um "quadrado". No site do IBGE você poderá obter essas imagens com maior definição.



Promoção Tic-Tac no PrudenShopping

Efeitos de uma promoção no Prudenshopping, em Presidente Prudente. As fotos foram tiradas ontem por volta do meio dia, na loja Hering. Havia filas e muita, muita gente em diversas lojas. Um super sucesso, ao que parece - o calor de 38 graus Celsius contagiava tudo por lá.


segunda-feira, setembro 10, 2007

Criatividade no Banheiro

As fotos a seguir são do banheiro masculino da FGV em São Paulo. Todo adesivado pela Kimberly-Clark, dona da marca Neve. Super criativo, particularmente nesse cenário de excesso de mensagens que assediam o consumidor. Divertido!





sábado, agosto 25, 2007

Acredite, há formas inovadoras de vender liquidificadores!

A Blendtec descobriu um jeito não só inovador, como também criativo para vender um dos mais antigos e batidos (mesmo!) eletrodomésticos, os liquidificadores.

Ninguém menos que o fundador da empresa aparece em divertidos vídeos colocando à prova seu produto. No site http://www.willitblend.com você poderá assistir Tom Dickson bater com o seu Total Blender I-phones e ímãs, reduzindo-os a pó. Também coloca seu liquidificador para fazer um creme a partir de peixe congelado e um "milkshake" de Coca-Cola com frango assado. Essas e outras hilariantes combinações acabaram aparecendo no Youtube e a popularidade do produto só faz crescer.

Vale a visita para conferir a criatividade da empresa, um verdadeiro exemplo do "infotainment" que tanto combina com a Internet.

domingo, agosto 05, 2007

A maldição do som da loja

Rezam todos os manuais de boas práticas de visual merchandising no varejo que devemos apelar para todos os sentidos dos consumidores dentro do ponto de venda. Eu mesmo já falei e escrevi isso diversas vezes. Mas, cuidado, tudo o que é demais, cansa.

Outro dia, em visita a uma loja de departamentos, contei 9 intervenções do locutor em 30 minutos. Nove vezes minha concentração foi interrompida pela bem intecionada fala do rapaz comentando sobre as fantásticas ofertas do dia e lembrando-me de tudo o que eu deveria fazer antes de sair da loja… A única vontade que me deu foi de … sair da loja.

Semana retrasada, em visita de compras a um hipermercado, quase reclamei diretamente com o gerente. Faltou-me a coragem de parecer um rabugento e por pouco não fui. Dessa vez perdi a conta de quantas vezes o rapaz falou da maldita focaccia que esperava por mim na padaria e que eu não poderia deixar de experimentar. Depois da intervenção número 1000 a vontade que me deu foi de usar a tal focaccia como arma e atacar o pobre coitado. Imaginem as manchetes no dia seguinte: CLIENTE REVOLTADO USA FOCACCIAS COMO ARMA E ATACA LOCUTOR DE HIPERMERCADO.

Varejistas, pelo amor de Deus, as compras são momentos de lazer. Já somos inundados por propaganda a cada segundo de nossas vidas. Dentro de uma loja, cercados por estímulos de todos os lados, visuais, olfativos, táteis e, muito frequentes, degustativos, a última coisa que precisamos é termos nossos ouvidos entupidos por comunicação redundante, chata mesmo.O diabo do preço do quilo do frango está escrito na tabuleta! Quando eu chegar lá, LEIO!
Tudo o que é demais, cansa.
Pensem nisso.

quinta-feira, julho 26, 2007

Farmácias e varejo virtual


Em palestra hoje na FGV, parte de um evento que tive o prazer de coordenar juntamente com o Prof. Juracy Parente, Lismeri Avila, diretora de operações da Onofre em Casa (a antiga e pioreira Farmácia em Casa), dividiu com os participantes alguns dos seus segredos de sucesso. Segundo ela, sites de e-commerce devem oferecer:
    • Atendimento ao cliente que integre o site e o televendas. O consumidor pode
      querer complementar por telefone um pedido feito online.

    • Embalagem que surpreenda as expectativas. As pessoas adoram abrir os pacotes que recebem em casa.

    • Entrega confiável, que cumpra o prometido.

    • Monitoramento dos processos a partir de muitos e variados indicadores.

    • A Loja Virtual deve ser eficaz em transformar os seus visitantes em clientes. Afinal, não é de visitas que vive o e-commerce...

    • Divulgar a loja, investindo em propaganda de massa na televisão e Internet por meio dos sites de busca. Google it!

    • Estabelecer um programa de relacionamento duradouro e gerador de
      vendas através do e-mail marketing, newsletter e pesquisas de satisfação.
Ótimas sugestões e que valem a pena serem compartilhadas.

quarta-feira, julho 04, 2007

Classe C lidera crescimento no consumo

As famílas com renda entre 4 e 10 salários mínimos, a classe C, lideraram o crescimento do consumo nos 5 primeiros meses de 2007, comparativamente a igual período do ano passado, segundo informa o Latin Panel.
Enquanto a classe C, responsável por 40% do consumo nacional, cresceu 7% no período, as classes A e B cresceram 6% e as classes D e E, na lanterninha, o fizeram à taxa de 5%. A média nacional, considerando todas as classes, foi de 6%.
O painel do Latin Panel, que monitora o consumo de 8.200 famílias no país, registrou crescimento mais expressivo na cesta de consumo de alimentos. Os destaques foram para:
  • bebidas à base de soja (+27%)
  • iogurtes (+2o%)
  • sorvetes (+15%)
  • sucos prontos (+15%)
  • molho de tomate (+135%)
Saudabilidade, praticidade e pequenas indulgências gastronômicas parecem ser a tônica desses primeiros 5 meses de 2007.

Fonte: FSP 30/6/2007 - pág. B13

quarta-feira, junho 13, 2007

Entrevista na TV Cultura RJ sobre varejo baixa renda

As novas lojas focadas no consumidor baixa renda têm chamado a atenção da academia e da imprensa em geral. Obrigado por assistir.

quarta-feira, junho 06, 2007

Netinho, o que é "avatar"?

Saiu no Estadão desse domingo, 3 de junho, no caderno de Empregos. Como é que você explicaria para sua avó qual é o tipo de trabalho que o avatar tem que fazer?
Uma pergunta: dá para pedir xerox virtual para esse estagiário?

Consultor pessoal de moda (MyShape.com)

Uma super dica de site me foi enviada pelo Dov Bigio, do Blog da Inovação . Trata-se do site myShape.com. Nesse site, focado no público feminino, a partir do fornecimento das medidas do seu corpo, a usuária pode descobrir em qual dos 7 grandes formatos físicos seu corpo se enquadra, além de obter dicas e sugestões dos modelos de cortes de roupas que melhor se adequam a esses formatos.
Vale a visita.

sábado, junho 02, 2007

Entrevista para Heródoto Barbeiro na CBN

Convido você a ouvir minha entrevista de 26 de maio de 2007 na CBN. Clique duas vezes no botão (>) play para começar a tocar.
Obrigado.

quarta-feira, maio 23, 2007

Comercial do Stew Leonard's

A simpática e pequena rede de supermercados norte-americana - eles têm 4 lojas - colocou esse comercial no ar e também o disponibilizou no seu site. Vale a pena assistir o video e visitar o site (http://www.stewleonards.com). Aguarde novidades. Daqui a alguns dias vou disponibilizar material e fotos desse marcante varejista. Até lá.

sábado, maio 19, 2007

Técnicas de Venda (4/4)

Sigamos para as últimas 3 etapas do processo de vendas.


5) Combate a objeções

Após a demonstração talvez o cliente ainda tenha dúvidas quanto à adequação do produto às suas necessidades. Para o vendedor justificar a compra será necessário ter feito a sondagem corretamente, a qual, aliada a um bom conhecimento de produto (etapa 1), poderá permitir a construção de argumentos que venham a derrubar as eventuais objeções que surjam.


6) Fechamento da venda

Fase temida por muitos vendedores, consiste em fazer o cliente levar a mercadoria. Uma boa maneira é sugerir algum item adicional - algo do tipo "Já que o Sr. se decidiu por esse lustre, que tal continuar economizando em energia elétrica pelo resto da vida? Essas lâmpadas PLL economizam...". Outra forma possível de fechamento é perguntar sobre o meio de pagamento preferido, encaminhando em seguida o cliente para o caixa.
Há muitas outras formas de obter o fechamento de vendas e uma boa maneira de conhecê-las é estudar os diversos livros sobre vendas de varejo existentes no mercado. Faça uma pesquisa nesses livros, distribua-os entre sua equipe e, em conjunto, criem sistemas de fechamento (e de venda!) adequados para o seu negócio.


7) Pós-venda

Depois da compra e ainda dentro da loja, o cliente deve ser parabenizado pela sua decisão - isso ameniza eventuais inseguranças que porventura ainda tenha. O vendedor deve agradecer pela visita e, de preferência, convidá-lo para voltar, colocando-se à disposição para eventuais dúvidas que possam surgir. Caso seja necessário, uma explicação detalhada sobre a operação do produto vendido pode ser dada.
O pós-venda também pode ser feito depois que o cliente saiu da loja. Que tal ligar alguns dias depois perguntando se está tudo bem com o produto comprado? Ou ainda enviar cartões de agradecimento e convites para eventos na loja?

Essa fase é importante para mostrar que a equipe da loja realmente se importa com o cliente, evitando que possa passar-lhe pela cabeça que só havia interesse em "arrancar seu dinheiro". É através do pós-venda que se consegue ter o cliente de volta para compras futuras.


BOA SORTE NAS SUAS PRÓXIMAS VENDAS!

terça-feira, maio 15, 2007

Técnicas de Venda (3/4)

Mais duas etapas do processo de vendas. Aproveite.

3) Sondagem
Essa fase talvez seja a mais negligenciada no varejo. O cliente mal acaba de dizer o que está procurando e o vendedor já inicia a demonstração do produto, explicando freneticamente suas características. E se não for exatamente isso o que o consumidor está querendo?
A fase de sondagem pressupõe perguntar ao cliente não somente o tipo de produto que ele está querendo, mas também como ele pretende usá-lo, quanto está disposto a gastar, em que ocasiões o produto será empregado, etc. Essas informações aumentam as chances do vendedor passar a oferecer um produto mais condizente com as reais necessidades do cliente.
4) Demonstração
Baseando-se nas informações colhidas na fase anterior o vendedor pode começar a fazer a demonstração do produto concentrando seus esforços nas características e benefícios que mais se adeqüam ao que o cliente procura. Não adianta explicar o que ele não quer (ou não está interessado) em ouvir. Sondagem e demonstração devem andar juntos.

Continuamos na próxima postagem. Boas vendas e até lá.

quarta-feira, maio 09, 2007

Técnicas de Venda (2/4)

Segue o detalhamento das duas primeiras etapas de venda. Boa leitura.

1) Conhecimento do produto e da loja
Antes de iniciar seu trabalho, o vendedor deve conhecer muito bem o que está vendendo, incluindo as características e benefícios de cada produto. Vale lembrar que as características são os atributos “frios” do produto (por exemplo: um lençol ser fabricado em algodão egípicio) e os benefícios são que as tais características trazem ou fazem de bom para o cliente (no caso do lençol fabricado com algodão egípicio, toque macio e aconchegante). As pessoas não compram características, compram benefícios! Portanto, foque nos benefícios.
O vendedor deverá também estar ciente de todas as políticas da loja no que se refere a estoques, entregas, trocas, meios de pagamento, crediário, etc.
Outra coisa: nada de jogar o pobre novato aos leões. O ideal é que ele seja exaustivamente treinado, inclusive acompanhando um vendedor antigo, antes de passar a atender sozinho seus clientes. Essa história de treinamento "on the job", muitas vezes um sinônimo de abandono, pode prejudicar o desenvolvimento do funcionário e, ainda pior, afastar clientes que custaram muito a serem conquistados.

2) Abordagem inicial
Para cada cliente que entra na loja, a abordagem deve ser muito bem pensada. Deve ocorrer naturalmente, no espírito de uma transação de negócios. Os consumidores costumam reclamar de vendedores excessivamente "pegajosos", que demonstram intimidade excessiva ou, já no outro extremo, que os ignorem dentro da loja. Esse caso, aliás, muito comum hoje em dia. Um cumprimento ou um aceno para o cliente mostrando que ele FOI VISTO, é sempre bem-vindo.

Cabe ao vendedor analisar a linguagem corporal e o nível de interesse que cada cliente demonstra pelos produtos expostos, exercitando o julgamento sobre a melhor forma e o melhor momento de abordá-lo. Tudo isso tendo em mente que o cliente quer, por um lado, se sentir à vontade na loja e, por outro, ter ciência de que haverá alguém para ajudá-lo quando ele precisar.
Continuaremos com mais etapas de venda na próxima postagem. Até lá.

sábado, maio 05, 2007

Técnicas de Venda (1/4)

Motivado por recentes experiências como consumidor, algumas boas e outras más, resolvi postar uma série sobre técnicas de venda no varejo. Esta é a primeira postagem de uma série de quatro. Espero que você aproveite.
Os consumidores são tão variados e suas necessidades tão mutáveis que é impossível fornecer uma receita única e infalível sobre o que seria o atendimento de vendas ideal. A mesma pessoa que um dia aparece na loja disposta a conversar e obter o máximo de detalhes sobre o que vai comprar, demandando grande atenção e ouvindo com o máximo de interesse as explicações do vendedor, em um outro momento pode estar super atarefada (ou mal-humorada) e querer resolver tudo em dois minutos.
Como o atendimento preferido depende do tipo de consumidor e do momento no qual ele se encontra, a única certeza que podemos ter é que o vendedor deve usar de muita EMPATIA, percebendo o momento do cliente, procurando pensar como ele e abusar da SIMPATIA durante o atendimento.
É muito comum encontrar vendedores e atendentes que repetem a mesma apresentação "enlatada" (e muitas vezes longa) para todos os clientes. Há também aqueles que atendem pela lei do menor esforço, falando o mínimo possível e dando poucas explicações sobre o produto ou sobre a loja, às vezes limitando-se a responder o que o cliente pergunta. Preparar os funcionários para ter a flexibilidade necessária é talvez a tarefa mais difícil que o varejista pode ter pela frente.
Independentemente dos humores e momentos dos clientes, os vendedores devem ter consciência que o processo de vendas passa por sete etapas e que a penalidade por não observá-las costuma ser ... vendas perdidas. Essas 7 etapas são as seguintes:

-Conhecimento do produto e da loja
-Abordagem inicial
-Sondagem
-Demonstração
-Combate a objeções
-Fechamento da venda
-Pós-venda
Nas próximas três postagens vou tratar dessas sete etapas. Volte para conferir.

sábado, abril 28, 2007

Você visitou o McDonald's recentemente?



Marketing:
Você visitou o Mc Donald’s recentemente? As coisas mudaram bastante por lá. Já é possível pedir uma saladinha ao invés das tradicionais batatas-fritas para acompanhar os combos que eles oferecem. Veja nas fotos acima outras inusitadas (para um McDonald’s de alguns anos atrás) opções do McCafé. Adaptações no cardápio que, com certeza, aproximam-se dos brasileiros e do paladar local.
Negócios:
O McDonald’s anuncia 42 meses seguidos de crescimento de vendas na América Latina, sendo que no primeiro trimestre de 2007 a região mostrou crescimento de 14,7% em comparação com o mesmo período anterior. Mesmo assim, 1.600 restaurantes da rede na América Latina, inclusive no Brasil, foram vendidos à Restco Iberoamericana, presidida por Woods Stanton, já participante do sistema há mais de 20 anos como masterfranqueador na Argentina. Conforme a Folha noticiou, a venda das operações latino-americanas ocorreu devido à baixa lucratividade local, apesar do anunciado crescimento em vendas. Essa baixa lucratividade viria da presença forte de concorrentes (Burger King e Bob’s, este segundo negociando licença da KFC).
Pessoalmente acrescentaria, no caso brasileiro, a concorrência dos restaurantes por quilo, onde é possível comer “comida de verdade” por um preço menor do que os típicos combos do McDonald’s. Ok, muitos são informais, outros são micro-empresas mas, se você não pode almoçar em casa, é o que mais se aproxima da comida caseira hoje em dia.


Fontes: http://www.mcdonalds.com/ e FSP 21/4/2007, pág.B13

quinta-feira, abril 26, 2007

Parem o mundo que eu quero descer!

Passei 5 dias sem dar conta dos jornais. Eles se acumularam, intocados na mesinha da sala de estar. Hoje resolvi dar cabo dos exemplares atrasados, não sem antes dar uma rápida vasculhada pelas manchetes. Me assustei. Muito!

(:) Depois de 76 (SETENTA E SEIS!) anos, a GM perdeu a liderança na produção mundial de automóveis. No primeiro trimestre de 2007 a montadora japonesa produziu 2,35 milhões de veículos, enquanto a norte-americana reportou a produção de 2,26 milhões. A notícia já era esperada cedo ou tarde, mas não deixa de ser um marco.

(:) A Intel está com uma equipe rodando lojas e revendas da SANTA IFIGÊNIA, paraíso dos montadores de PC’s “cinza” para educá-los e multiplicar o alcance dos produtos da empresa. Jogadores de videogames, por exemplo, precisam de computadores com processadores com grande capacidade de processamento, especialidade da empresa. Dá para acreditar?

(:) Na terça-feira na costa leste dos Estados Unidos, cinco oito milhões de usuários ficaram por 12 horas sem poder acessar os serviços do Blackberry, o aparelhinho celular que possui funções de editor de textos, acesso à internet e e-mail. A Research In Motion (RIM), fabricante dos equipamentos ainda não explicou claramente as causas do problema. O que é patologicamente importante e socialmente relevante é que usuários, conhecidos por sua dependência pelo aparelhinho, tiveram verdadeiros chiliques ao lembrarem como seria a vida sem a tecnologia, conforme relata o New York Times.

O peixe morre pela boca

Mal acabou de sair o ranking da Supermercado Moderno com a notícia da queda do Carrefour no ranking nacional do setor para a terceira posição e tudo já mudou. Com a (finalmente) anunciada venda do Atacadão para o grupo francês por R$ 2,2 bilhões, o Carrefour passou a ocupar o primeiro lugar na lista, adicionando os R$ 4,2 bilhões de faturamento do Atacadão aos R$ 12,687 bilhões do Carrefour em 2006. O Wal-Mart voltou ao terceiro posto e o Pão-de-Açúcar perdeu a primeira posição. O ranking fica assim, pelo menos até que algo novo aconteça...


Fonte: Adaptado de FSP, 24/4/2007

segunda-feira, abril 23, 2007

Ikea - o maior varejista de móveis do mundo

Pertencente ao milionário sueco Ingvar Kamprad (fortuna pessoal de US$ 53 bilhões), é a maior rede varejista de móveis do mundo. A cada ano, 504 milhões de pessoas compram na Ikea, quase três vezes a população brasileira. Elas podem escolher entre 10.000 tipos de móveis e utensílios para o lar, do jardim à sala de estar, nas 237 lojas espalhadas por 30 países. Na última década, o faturamento aumentou 200%. A rede tem 76.000 funcionários e cerca de 1.600 fornecedores no mundo todo. O faturamento mundial da rede em 2006 foi de EUR$ 17,658 bilhões (nos EUA, em 2004, foi de US$ 1,5 bilhão) e 82% das vendas ocorrem na Europa.

Anualmente a empresa produz 174 milhões de catálogos em 23 línguas. Tem 32 indústrias para fabricar móveis, possui 43 escritórios de compras no mundo e 27 centros de distribuição. O conceito da empresa é “possibilitar uma grande oferta de objetos para casa, bem desenhados e funcionais, a preços tão baixos que a maioria das pessoas possa ter acesso.”
Entrada da loja (há um caminho demarcado a percorrer)

Um mapinha para você não se perder

Brindes supertradicionais da Ikea

Sugestões de uso para facilitar a vida do cliente
Não é o estoque - você escolhe a mercadoria e monta em casa
Fontes: Veja 14/4/2004 e www.ikea.com

quarta-feira, abril 18, 2007

Comidinhas concentradas









A tão comentada concentração no varejo, também acontece do lado da indústria. Em fevereiro de 2005 a Procter comprou a Gillette por US$ 57 bi e desbancou a Unilever da liderança no mercado de higiene e limpeza.

Agora a Nestlé, a maior empresas de produtos alimentícios do mundo, anunciou em 12 de abril um acordo para a compra da fabricante de alimentos para bebês Gerber, que pertence ao laboratório farmacêutico Novartis, por US$ 5,5 bilhões em dinheiro. Os dois grupos são suíços.

Com a aquisição, a Nestlé consolida a liderança de mercado no setor de alimentos para bebês. Embora já contasse com boa parte desse mercado no mundo, o grupo não tinha ainda presença no segmento nos EUA. A Gerber, por sua vez, detém 79% do mercado norte-americano de alimentos para bebês e produz papinhas desde 1928.

A Nestlé já era líder mundial em fórmulas infantis e agora também assume a liderança em papinhas.


Fontes: FSP 13/4/2007, Globo 12/4/2007 e Isto é Dinheiro 2/2/2005

sábado, abril 14, 2007

Um "je ne sais quoi" que me deu


Nessa semana foi divulgado o esperado ranking dos supermercadistas da Supermercado Moderno, tradicional publicação focada no setor. A grande novidade desse ano é a perda de mais uma posição pelo Carrefour, agora o terceiro na lista. A rede francesa foi ultrapassada pelo Wal-Mart, o qual distancia-se do Pão-de-Açúcar, ocupante do primeiro lugar, por cerca de R$ 3 bilhões em faturamento.
O Carrefour havia perdido a primeira posição para o Pão-de-Açúcar em 2002. O crescimento do Wal-Mart seria explicado pelas recentes e grandes aquisições e também pelo crescimento real em vendas, segundo seu presidente Vicente Trius.


O número de lojas dos cinco primeiros no ranking está a seguir:
-Pão-de-Açúcar – 499 lojas (descontando Extra Eletro)
-Wal-Mart – 302 lojas
-Carrefour – 401 lojas
-G. Barbosa – 37 lojas
-Cia. Zaffari – 27 lojas


Fonte: FSP, 12/04/2007 - pág. B12

Que tal diminuir sua conta de celular assistindo comerciais?


Nos Estados Unidos algumas operadoras estão oferecendo um plano diferente para seus clientes: caso se disponham a assistir comerciais em seus celulares, reduzem suas contas ou oferecem vantagens diferenciadas. Num país onde a média de gastos mensal com celulares está entre US$ 50 a US$ 60 isso parece fazer bastante sentido. Virgin Mobile USA e Amp’d Mobile são duas empresas testando esse modelo baseado na redução das despesas mensais do assinante.

A Verizon, a Sprint e a Cingular, agora a nova AT&T, operam um modelo um pouco diferente. Em troca dos anúncios, oferecem serviço de Internet móvel melhorado e conteúdo gratuito ou a preços reduzidos.
Outra empresa, a Xero Mobile planeja distribuir um milhão de celulares gratuitamente pelos campi de universidades em diversos pontos do país e dar 40 por cento de desconto nas contas mensais se os jovens assistirem a 4 comerciais por dia.

Considerando que os consumidores estão cada vez mais difíceis de serem alcançados pelas mídias tradicionais, os celulares representam uma grande oportunidade para anunciantes. Os telefones móveis mais avançados podem receber anúncios em diversos formatos, incluindo vídeo, mensagens de texto e banners – tudo isso potencializado pela segmentação que os bancos de dados de clientes mantidos pelas operadoras permitem.

Grandes empresas como Procter & Gamble, Burger King e Pepsi já estão experimentando esse tipo de anúncio. O Google e o Yahoo também estão investindo nesse filão, adaptando suas ferramentas de pesquisa para a nova mídia e, claro, vendendo publicidade nas telas de apresentação dos resultados das buscas.


Fonte: NYTimes, 29 jan 2007, pág. C3

segunda-feira, abril 09, 2007

Que vantagem Maria leva?


Alguém poderia me explicar qual a vantagem de ter sua marca associada a uma situação limítrofe como essa? Não há outras mídias "legais"?
Tirei essa foto hoje de manhã na Av. Hélio Pellegino. Havia outro, da mesma marca, bem na frente desse e ainda um terceiro na Av. 23 de Maio. (;)

sexta-feira, abril 06, 2007

Customização em massa e churrasco mongol

Customização em massa é usar a tecnologia para personalizar produtos que antes eram massificados - é poder ter uma camiseta que só você tem, um carro do jeito que você montar ou um tênis com cores e acabamentos escolhidos individualmente.
A Internet contribuiu muito para viabilizar esse tipo de oferta. No Brasil o caso do Celta da GM marcou época. Na personalização de tênis, a Nike foi pioneira com o NikeID, a Adidas veio depois com o MiAdidas e a Fila já tem sistema semelhante em suas lojas.

Chegando mais tarde no jogo, a Puma tinha que ser diferente e conseguiu isso de forma muito criativa com o Mongolian Shoe Barbecue. Vale a pena visitar o site (não esqueça de ligar o som).

Com a histórinha de que os guerreiros de Gengis Kahn escolhiam os cortes de carne e vegetais do seu churrasco com a própria espada e usavam seus escudos como panela para cozinhá-los em fogo coletivo, no site de churrasco mongol da Puma você pode fazer isso com seu tênis. Captou a analogia? En garde! Desta vez com hashis.

segunda-feira, abril 02, 2007

Atacarejos abastecem classes A e B cada vez mais

O Latin Panel, que acompanha semanalmente o consumo de 8.200 famílias brasileiras, sinaliza que a participação das classes A e B na venda de atacado passou de 42% para 46% de 2005 para 2006. No mesmo período a participação da classe C caiu de 38% para 33% e da classe D subiu de 20% para 21%.
Outro dado interessante do estudo é que em 2006 15,8% das famílias brasileiras fizeram compras em atacados. Os "atacarejos" são fortes na região metropolitana da São Paulo. Aqui 27,7% das famílias utilizaram esse tipo de estabelecimento para fazer suas compras.

Fonte: Folha de São Paulo, 2/4/2007 - pág. B2

quinta-feira, março 29, 2007

Você sabia que...



...o grupo Inditex, dono da Zara, opera também com outras sete marcas? Há também as marcas Pull and Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Zara Home e Kiddy's Class.
Em 29/12/2006 o grupo tinha 3115 lojas em 64 países, assim distribuídas por marca:

Zara - 991 lojas
Pull and Bear - 455 lojas
Massimo Dutti - 399 lojas
Bershka - 433 lojas
Stradivarius - 300 lojas
Oysho - 200 lojas
Zara Home - 152 lojas
Kiddy's Class/Skhuaban - 185 lojas

Em 2005 o grupo Inditex faturou 6,741 bilhões de Euros (21,0 % a mais que o ano anterior). Cinquenta e sete porcento de sua receita foi internacional e, na altura, tinha cerca de 58.190 empregados.


Fonte: www.inditex.com

quarta-feira, março 28, 2007

Diesel - Global Warming Ready - Qual é a deles?

Veja a nova campanha da Diesel, a Global Warming Ready. Apesar da "sacadinha" tão típica do mercado publicitário, fico em dúvida: ela quer alertar sobre o problema ou se aproveitar da situação? Saiu no Brasil também - vi uma peça no especial Moda da Folha de São Paulo de 23 de março. O que você acha? Poste um comentário.

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Veneza


Rio de Janeiro


Paris


Nova Iorque


Monte Rushmore - EUA


Muralha da China
Londres